O que é sustentabilidade?
A população mundial, hoje em 7 bilhões de pessoas, deverá chegar a 9 bilhões em 2050. A demanda por recursos naturais, que se tornam cada vez mais escassos, só aumenta. A desigualdade econômica só faz aumentar. Sustentabilidade exige um padrão de vida decente para todos hoje, sem comprometer as necessidades de gerações futuras.
E isto significa encontrar melhores formas de agirmos. Como por exemplo:
- Como podemos ajudar a tirar pessoas da pobreza e fazer com que consigam bons empregos, ao mesmo tempo em que protegemos o meio ambiente?
- O que fazer para oferecer a todos acesso a energia limpa, assegurando-nos de que a energia que produzimos não contribua para as mudanças climáticas?
- Como fazer para que todos possamos ter acesso a água, alimentação e a nutrientes que todos necessitamos?
- O que fazer para tornar nossas cidades melhores, de forma que todos possamos desfrutar de uma qualidade de vida decente?
- Como criar sistemas de transportes de melhor qualidade que nos permita chegar onde desejamos, sem causar grandes engarrafamentos e gerar poluição?
- Como assegurar que nossos oceanos estejam saudáveis e que a vida marinha não seja ameaçada pela poluição ou pelas mudanças climáticas?s
- Como garantir a resiliência de nossas comunidades frente aos disasters naturais?
A solução destes desafios é um impulso inicial para a construção do futuro que queremos.
Dados detalhados da ONU
Encontrar soluções sustentáveis é essencial para o trabalho da ONU. Disponibilizamos aqui análises de políticas e comentários sobre sustentabilidade, sempre a partir de material produzido pela ONU.
Relatório de Desenvolvimento Humano 2011

A sustentabilidade está irremediavelmente ligada às questões básicas de igualdade – ou seja, equidade, justiça social e maior acesso a uma melhor qualidade de vida, de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano 2011, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Este relatório chama por ações urgentes com o objetivo de reduzir o ritmo das mudanças climáticas, evitar maior degradação do planeta e reduzir as desigualdades, já que a deterioração ambiental ameaça reverter progressos recentes de desenvolvimento humano em relação à população mais pobre do planeta.
Algumas das conclusões do Relatório:
- Nos últimos 30 anos, os países classificados entre os 25% piores no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) melhoraram seus resultados em incríveis 82%, duas vezes mais que a média global.
- Caso este ritmo se mantenha nos próximos 40 anos, a maioria destes países alcançará padrões iguais ou melhores do que aqueles países que representam os 25% melhores colocados.
- Mas os efeitos das mudanças climáticas podem tirar do caminho do progresso os lugares menos desenvolvidos do mundo.
- Decompondo os efeitos projetados das mudanças climáticas no clima local, na produção de comida e em poluição, a média deste índice cai 8% em todo o mundo considerando-se o que poderia ser esperado – e 12% na África subsaariana e no sul da Ásia.
- Um imposto de 0,005% sobre as transações do mercado cambial poderia gerar 40 bilhões de dólares ou mais todo ano para financiar a luta contra as mudanças climáticas e contra a pobreza extrema.
- Podemos prover eletricidade para 1,5 bilhão de pessoas que hoje vivem sem acesso a este recurso. E isto pode ser feito de forma financeiramente viável e também de forma sustentável, sem aumentar a emissão global de carbono em nem mesmo 1%.
Relatório sobre Economia Verde

O Relatório sobre Economia Verde do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) demonstra que as economias verdes representam um novo mecanismo para gerar crescimento, empregos decentes, além de serem vitais para a eliminação de pobreza. Eis algumas das conclusões deste relatório:
- Investir apenas 2% do PIB global em 10 setores mais importantes – incluindo agricultura, construção civil, energia, pesca, engenharia florestal, indústria, turismo, transporte, água e a gestão de resíduos sólidos – pode ser o passo inicial para uma transição para uma economia de baixo carbono, que usa seus recursos de forma eficiente.
- Tornar a economia mais verde, em contraste com o cenário de negócios ao qual estamos acostumados, pode produzir maior aumento do PIB e do PIB per capita, em um período de 5 a 10 anos.
- Em uma economia verde, novamente em contraste com o cenário de negócios ao qual estamos acostumados, projeta-se uma demanda global por energia 40% menor por volta de 2050, graças a avanços substanciais em eficiência energética.
- Em um cenário que considera um investimento verde, projeta-se uma redução de cerca de um terço das emissões de CO2 relacionadas a energia por volta de 2050, quando comparadas aos níveis atuais.
- Considerando-se a transição para uma economia verde, novos empregos seriam criados e, com o passar do tempo, excederiam as perdas de empregos da chamada “economia marrom”, especialmente em setores como agricultura, construção, energia, engenharia florestal e transporte.
- A movimentação rumo a uma economia verde está ocorrendo em escala e velocidade nunca vista antes. Em 2010, eram esperados novos investimentos em energia limpa, com uma alta recorde de 180 a 200 bilhões de dólares, contra os 162 bilhões investidos em 2009.
- O investimento global em energia renovável é cada vez mais puxado pelas economias emergentes (países fora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE), cuja participação no investimento global na área saiu de 29% em 2007 para 40% em 2008, com Brasil, China e Índia respondendo pela maior parte deste aumento.
Relatório sobre Sustentabilidade Global
O Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global do Secretário-Geral da ONU afirma em seu relatório “Pessoas Resilientes, Planeta Resiliente: Um Futuro Que Vale Escolher” que um futuro pelo qual vale a pena optarmos deve levar em conta os custos reais para as pessoas e para o meio ambiente.
O documento pede pela integração dos custos sociais e ambientais do mesmo modo como são os preços mundiais e as medidas de atividades econômicas. Exige também um conjunto de indicadores de desenvolvimento sustentável que vão além da abordagem tradicional do Produto Interno Bruto (PIB) e recomenda que os governos desenvolvam e apliquem um conjunto de objetivos de desenvolvimento sustentável que possam mobilizar a ação global e ajudar a monitorar o progresso. No total, são 56 recomendações para colocar em prática o desenvolvimento sustentável e integrá-lo às políticas econômicas o mais rápido possível.
Acesse outros documentos em http://www.onu.org.br/rio20/documentos/
